terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O MENINO QUE QUERIA SER PALHAÇO

O MENINO QUE QUERIA SER PALHAÇO
                                                                      by Marcelo Ferreira

Em uma pequena cidade existia um menino muito pobre que tinha um sonho, ser um palhaço de Circo. Ele havia visto uma vez e achou que sendo palhaço sempre estaria feliz.

Certo dia, um Grande Circo decidiu instalar-se na cidade.


O menino então não aguentando de curiosidade foi ver a montagem do circo e, quem sabe, não poderia ser um palhaço também.


Quando chegou, viu muitas pessoas por todo o lado, era um levanta dali, puxa daqui, carroças, animais e tudo mais.....de repente viu alguns palhaços treinando seu número e ficou ali, estático, olhando. Não parava de olhar admirado com tudo, via cada detalhe. Todos os dias ele ia lá e ficava olhando os palhaços.


Certa vez, um dos palhaços que já havia notado a presença do menino perguntou: - Menino, o que você está olhando? Você não acha graça do nosso número? O que você quer?


Foi a deixa pra ele falar, e, após respirar profundamente disse: - Quero também ser um palhaço!


Os palhaços se entreolharam e....após alguns instantes riram, riram, riram muito e depois um deles falou: - Menino, ser palhaço não é para criança, precisa de muitos anos de treino além de gostar muito do que faz. E o menino respondeu rápido: Mas eu gosto de ser palhaço, é o meu sonho!


Mas eles negaram ao menino o sonho de ser palhaço.


Naquela noite seria a primeira apresentação do Circo. 

O menino que era muito pobre não tinha como comprar ingresso, mesmo assim, foi e ficou por fora da lona ouvindo tudo. 

Ele ouvia e olhava tudo ao seu redor com aquele brilho mágico no olhar. 


Quando avistou a carroça dos palhaços aberta, entrou corajoso e curioso e, com os olhos brilhando começou a experimentar as roupas, trajes, pintura e quando se viu, estava totalmente de palhaço.


Quando o dono do Circo viu o palhaço na carroça mandou que ele fosse imediatamente para o palco sem perceber quem era aquele por trás da roupa e pintura de palhaço.


Quando entrou no picadeiro. meio assustado, não sabia o que fazer, foi quando os outros palhaços logo notaram que ali estava o menino que estava sempre vendo eles e o levaram para as brincadeiras no meio do picadeiro e a magia aconteceu. Como o menino sabia todas, se divertiu muito e fez todo mundo na plateia rir cada vez mais e mais e aquele momento parecia não acabar mais e seu coração explodir de tanta alegria.


Quando terminou a apresentação os palhaços o levaram junto e o abraçaram felizes pois viram que aquele menino tinha o talento nato de divertir, de ser "palhaço de circo!" e o convidaram para se juntar a eles no Circo.


Assim, o menino que tinha um sonho de ser palhaço, fez do sonho sua realidade, da sua felicidade a alegria de muitos.


Fim.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

PRINCESA DO CASTELO DE VIDRO

A PRINCESA DO CASTELO DE VIDRO
                                                               by Marcelo Ferreira

Era uma vez uma princesa que morava em um Castelo todo de vidro. 

Neste Castelo todos viviam felizes e os súditos da vila podiam olhar tudo o que acontecia dentro do Castelo.

Certo dia a princesa ficou triste pois o tempo passava e não encontrava um príncipe para casar. 
Então, o Castelo começou a escurecer. O Castelo de vidro já não tinha a transparência de antes e a cada dia ficava mais e mais escuro.

Todos no vilarejo começaram a ficar preocupados e comentavam intrigados o que estava a acontecer com o Castelo que antes era só alegria.

O Rei então, vendo a tristeza da filha, chamou todos os seus ministros para que encontrassem a solução para a tristeza de sua filha. 

Então, um deles disse: - Sr. Rei, acredito que se fizer uma grande festa de noivado para sua filha e chamar todos os cavaleiros solteiros deste reino e dos reinos próximos e não tão próximos a princesa vai encontrar alguém para casar.

O Rei então ordenou que se organizasse uma grande festa de noivado mandando convidar a todos no vilarejo e nas vilas próximas dando o motivo.

Mas a princesa continuava triste e o Castelo de vidro continuava escurecer. Já quase não se enxergava nada no Castelo.

A notícia se espalhou como vento e, certo dia, apareceu um nobre cavaleiro que morava em um vilarejo tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão distante, mas era tão tão tão distante que, para chegar até ali, atravessou florestas, rios, desertos, noites e dias, chuva, vento e frio e, quando chegou em uma das vilas do povoado, perguntou se ali era o vilarejo do castelo de vidro. 
- Não disse o atencioso camponês, você tem que andar por mais 7 noites para chegar até o rio, atravessar, andar por mais 5 noites até a floresta alta, cavalgar por mais 3 noites para atravessar a floresta baixa e então chegará até uma montanha da neve. Quando atravessar a montanha estará próximo ao castelo, mas vai ter ainda que cavalgar por algumas noites até avistar o campo dourado.

O cavaleiro estava decidido, e mesmo cansado, cavalgou por vários dias e, após atravessar as florestas, a montanha e cavalgar por mais 4 dias pelo campo dourado, avistou o Castelo de vidro que naquele momento nada refletia pois era somente a negritude. Já perdera o brilho e a transparência de antes devido a tristeza da bela princesa.
Quando chegou ao portão do Castelo, a festa já havia iniciado e a princesa não havia gostado de nenhum dos cavaleiro que até ali haviam apresentado, e isso que era mais de centena deles.

Quanto o cavaleiro de tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão tão distante adentrou ao salão, suado e cansado, avistou a princesa e no mesmo instante ela o olhou. Na troca de olhares ele viu tão bela imagem, oh como era bela a princesa. 
A princesa por sua vez quando o viu, brilharam seus olhos, eles se olharam, se aproximaram, e dançaram dançaram dançaram sempre olhando um para o outro, como se não existissem mais ninguém naquele baile, instantaneamente, como em um passe de mágica, o Castelo voltou a ficar transparente, toda a escuridão desapareceu.....e então, o Rei admirado com tudo o que via acontecer, bateu com sua bengala 3 vezes no chão e decretou. - Que este cavaleiro, o qual não sei o nome, seja o príncipe escolhido de minha filha e que se casem imediatamente.
Então, com o Castelo voltando a ser totalmente brilhante e transparente todos viveram felizes novamente.

fim


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

QUEM SALVA A FLORESTA

Em uma grande floresta existia a Sr.ª Coruja Sabetudo. Um dia, a coruja chamou todos os bichos da floresta para uma importante reunião. Se apresentaram então os mais variados animais da floresta, desde a aranha até o grande Leão. Chegando meio atrasado o macaco esperto já foi perguntando qual o motivo de tal reunião. Então disse a Coruja Sabetudo:

- Temo que nossa floresta volte a ser incendiada, por isso precisamos nomear alguém que possa , assim que avistar algum foco de incêndio, alertar todos os animais.

Então disse o macaco:

- Mas esta é uma tarefa importante, tem que ser alguém importante, porque não nomear o Leão?

- Eu não! disse o Leão.
- Não tenho como saber aqui de baixo, isso é para alguém que ande pelas árvores.

- Isssso messssmo. Disse a Cobra.

- Porque não o seu Macaco, disse a aranha já tecendo uma estratégia.
- Ele está por toda a parte e sempre gritando lá das árvores.

- Mas eu não grito tão alto, disse o macaco já pensando em uma solução.
- Posso até avistar mas direi ao Leão que com seu rugido poderá avisar a todos.

- Mas meu rugido não é tão alto, diz o Leão.

Neste momento todos já estão olhando para o Leão e então a Coruja decreta.

- Está decidido, o Leão irá avisar a todos com o rugido mais alto que puder.

- Mas só se o macaco me avisar, argumentou o Leão.

- Está decidido, o Leão com a ajuda do macaco darão o alerta de incêndio na floresta.

Então todos foram embora.

Passou um tempo e, em um dia de muitos raios, um deles atingiu uma grande árvore velha que pegou fogo.

O macaco acabou avistando de onde estava, tentando se proteger e com muito medo não sabia como fazer. Então procurou o Leão que estava tentando se esconder sem dar importância aos chamados do macaco.

Então, o macaco teve uma ideia, chegou perto do Leão, pegou o rabo e dobrou, torceu e o Leão deu não um rugido, mas um grande berro de dor que todos entenderam como sinal. E assim todos fugiram daquela parte da floresta e o Leão, coitado, ficou com o rabo dolorido e ainda por cima ouvindo o macaco não parar de rir.

fim.